domingo, 1 de dezembro de 2019

Resenha: Os pastores da noite (+ o Compadre de Ogum). #lendojorgeamadoliterall

Boa noite, amados! Como estão? Hoje vamos conversar um pouquinho sobre Os pastores da noite (e O compadre de Ogum).
Dividido em três histórias, o livro se baseia no casamento de Martim e Marialva, que causa transtorno em toda a Bahia. 

Os amigos boêmios Negro Massu, o Cabo Martim, o Pé-de-Vento, o Jesuíno Galo Doido, o Cravo na Lapela e Curió nos acompanham nessa aventura, de uma vida dinâmica e desprovida de grandes preocupações sociais. Com eles, aprendemos um pouco mais do significado de amizade e fidelidade.
Na primeira história temos, justamente, a história dos dois, Cabo Martim e da Marialva, esta que pela sua beleza e sensualidade desperta interesse de outros homens, como o caso do Curió que se apaixona pela mulher, mesmo ela sendo a companheira de seu melhor amigo. 
Na segunda história, essa a parte de "O Compadre de Ogum", encontramos uma linda passagem e mistura de religiões, o sincretismo religioso do catolicismo com o candomblé. Nessa história, entramos em contato com um lado de Jorge na qual ele respeitava demais e, se posso dizer, seguia, de certa forma, alguns ritos. Nessa narrativa, acompanhamos a história o batizado de Felício, um garotinho lindo de olhos azuis filho da Benedita com o negro Massu.
Por fim, o terceiro momento é sobre a invasão do morro do Mata Gato. Trata-se de uma desapropriação de toda a vida ali presente. Ao fundo, podemos enxergar uma força do capital agindo sobre tudo e sobre todos. É o lado mais político de Jorge agindo no livro todo. 
Como eu disse, o livro é bem dinâmico e divertido, apesar do desfecho se desenrolar sobre aquelas questões políticas todas. Tudo o que eu mais queria era poder ter mais tempo para poder ter lido ele melhor, como estou no final do semestre, tudo está na maior correria por aqui, infelizmente. Tão logo, não o aproveitei 100%. Porém, eu indico demais a leitura a todos! Minha querida amiga Regina me indicou o filme para assistir, mas até o momento, não consegui assistir =(
E vocês, o que acharam? 

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Resenha: Os Velhos Marinheiros ou o Capitão-de-Longo-Curso #lendojorgeamadoliterall

  Bom dia, queridos leitores? Como estão? Hoje vamos conversar um pouquinho sobre mais uma obra do nosso querido Amado, "Os Velhos Marinheiros ou Capitão de Longo Curso".

  Publicado em 1961, o livro compreende duas novelas Os velhos marinheiros ou O capitão de longo curso e A morte e a morte de Quincas Berro D'água, romance esse que já resenhamos por aqui. (Clique aqui para conferir a resenha)
  O singelo vilarejo de Periperi, na Bahia, recebe um marinheiro um tanto peculiar que meche com todos os habitantes. O comandante Vasco Moscoso de Aragão, capitão-de-longo-curso, já velho e experiente, decide se aposentar dos mares e viver tranquilo em terras firmes. 
  Com uma simpatia invejável, esse capitão logo desperta respeito de toda a população, que se encanta com cada história triunfosa do capitão. 
  Tornando-se popular na comunidade, o comandante é alvo de inveja e críticas de um grupo de pessoas que não acreditam em todas as histórias de aventura do capitão. 
  Guiados por Chico Pacheco, uma figura  que perdeu seu prestígio na cidade, alguns moradores travam certas intrigas para poder desmerecer, ou invalidar, contradizer as aventuras de Aragão, buscando informações sobre a verdadeira vida de Vasco Moscoso. É claro que, ao perder sua visibilidade pelo novo morador, Chico Pacheco faz de tudo para descobrir a verdade. 
  O livro fica nesse impasse de verdade x ficção. 
  Confesso que não foi um livro que me agradou, apesar de ser divertido, o achei maçante. Porém, identifiquei um certo refinamento da escrita de Jorge nesse livro, com um narrador inteligente e meio obscuro. 
 Quem aí leu esse livro? O que acharam? Deixe nos comentários suas impressões.

domingo, 25 de agosto de 2019

Resenha: A Morte e a morte de Quincas Berro D'água - Jorge Amado #Lendojorgeamadoliterall

 Boa tarde, queridos leitores! Como estão?
 Hoje vamos conversar um pouquinho sobre a gostosa leitura de "A morte e a morte de Quincas Berro D'água".

 Lançada as pressas em 1961, a pedido de um amigo, acompanhamos uma novela divertida na qual a morte de  Joaquim (Quincas) leva um tom irônico ao livro. 
 Sem deixar suas convicções e crítica em sua escrita, a grande sacada de Jorge Amado nesse livro está no contraste social entre as classes sociais.
 No livro, acompanhamos a aventura dos amigos de Quincas berro d'água que "sequestram" o defunto para uma noite divertida. 
 A família do morto, que já havia marginalizado a figura do homem, pois Joaquim estava cansado de seguir uma vida enfadonha cheia de moldes sociais, convive com o luto da figura. Mesmo que, no fundo, estão aliviados com a morte, encontramos uma grande preocupação da família, sobretudo de Vanda e Leonardo, para realizar um velório digno de uma família de alta classe.
 Para a Família, Quincas já estava morto, como disse, o abandono da figura do pai por Vanda se deu quando o mesmo abandonou os bons costumes idealizados pela alta sociedade e caiu na gandaia, vivendo de bebedeira, amores imorais e marginalidade. 
 Nesse contraponto de tensões de classes, Jorge Amado cria a aventura do furto do defunto que vai "viver" sua última noite na vida que ele tanto gostava. 
 Recomendo demais esse pequeno livro que, muito bem escrito, é acompanhado de boas doses de humor, diversão e confusão!
 E aí, quem leu essa novela?